quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Despite all my rage I am still just a rat in a cage...

Remembering the POWERFULL Smashing Pumpkins... Beautiful musics...

"We must never be apart..."

"Believe that life can change, that you're not stuck in vain..."

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

...

É com alguma tristeza que vejo este blog tão paradinho...

Espero que esteja tudo bem convosco...

domingo, 23 de novembro de 2008

Passagem de ano

Venho por este meio de blog, que todos voces vêm diariamente, tentar combinar algo para a passagem de ano 2008/2009.
O desejando por nós (Roberto e Andreia) é que tal fosse numa jantarada de amigos e pela noite dentro, estamos abertos a sugestões mas por favor deiam-as que para que haja tempo para podermos combinar tudo para essa fabulosa noite. Sugiram um sitio em que possamos nos juntar todos para podermos entrar com o pé direito em 2009 e rodeados de amigos queridos.

Beijinhos para todos.

Andreia

Enviada a 23-11-2008

E lá foi... No Portal do Governo, existe um link para falar com o Governo de forma a aproximar os cidadãos e o Governo. Na esperança que esta não seja apenas uma frase feita, enviei a minha carta endereçada ao Primeiro-Ministro que espero que consiga pelo menos chamar a atenção para esta questão que nos afecta a todos. É triste ver que em Portugal, assim que certas classes são "afectadas" e estão sujeitas a alteração dos seus direitos não se fazem tardar as organizações dos sindicatos e manifestações mas em situações que afectam a todos os portugueses directa ou indirectamente (porque não são apenas os que têm veículo próprio que são atingidos) como é o caso do preço dos combustíveis e o estado do sector no país, poucos são os que se manifestam.

Eu fiz a minha parte e espero com isso não ter dissabores. Porque num país onde tanta coisa corre mal, acreditem que foi preciso respirar fundo antes de defender sozinha uma posição que vai contra empresas de grande poder, por muita razão que possa ter. Terei de aguardar para ver no que dá.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A minha carta

A minha carta está, neste momento, nestes termos:

Exmo. Sr.

Sou uma cidadã como tantos outros portugueses que trabalha, contribui e paga os seus impostos sem esquemas, sem fugas.

Depois vejo empresas como o caso das petrolíferas que se aproveitam da falta de supervisão de uma suposta entidade reguladora, para manipularem e estipularem os preços que bem entendem e com isso levarem a economia por aí abaixo pois como bem dizem os nossos representantes (quando assim lhes dá jeito) "a energia é um pilar fundamental da nossa economia". Vemos o preço do barril de petróleo diminuir para cerca de um terço entre Julho 2008 e Novembro de 2008 (em 4 meses!!), representando os valores mais baixos desde Maio de 2005! No entanto, quando vamos abastecer, verificamos que a média do preço da gasolina de Julho a Novembro baixou entre 0,20€ a 0,30€. Onde está a regulação do mercado? Onde está a autoridade que deveria seguir estes dados e controlar as irregularidades do sector? À espera de algum escândalo como o caso do BPN? Em que tudo se deixa andar e depois se tenta "apagar o fogo"? Não é suposto EVITAR que esse "fogo" deflagre?! Como justificam os responsáveis e colaboradores dessa entidade os salários que recebem no final do mês?!
Não admira que a APETRO (Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas) não receie uma intervenção de Bruxelas. Pois claro, tem uma Autoridade da Concorrência, (rigorosíssima!!!) a controlar todos os dados e valores apresentados pelas petrolíferas e se essa Autoridade diz que está tudo bem é óbvio que está tudo bem. Não será a Comissão Europeia que deverá intervir em tão protegido sector ainda que considere muito estranhos os preços de combustível praticados em Portugal agora que o custo do barril está nos 50 dólares. E nem venha a CE insinuar que há falta de transparência no sector em Portugal porque a actuação da Autoridade da Concorrência tem sido intocável e inquestionável. É vergonhoso... Além disso, qualquer multa que lhes possa ser aplicada, ficará muito, mas MUITO aquém de todo o dinheiro já acumulado indevidamente. À custa dos portugueses! Portanto, a fatia não será significativa e enquanto isso, vai-se pagando os combustíveis e todos os produtos cujo preço disparou com a subida dos mesmos ao mesmo preço ou a preços ainda mais elevados. Porque quando o petróleo sobe, não se fazem tardar as subidas. Quando desce para cerca de 1/3, tudo se mantém praticamente inalterado. Absolutamente vergonhoso! É vergonhoso para as empresas que mantêm estas estratégias, para um Governo que se subjuga e se mantém à-parte destas questões e uma, mais uma vez, suposta "Autoridade" que não é capaz de actuar. Mas onde já se viu em Portugal alguém ter vergonha de ser incorrecto desde que o possa fazer sem consequências? São raros, infelizmente...

Eu nunca me interessei por política porque ao que vejo parece um circo de ofensas pessoais com sorrisos nos lábios quando se esquecem que deveriam era estar concentrados em fazer avançar o país e defender os direitos dos portugueses. Não os direitos dos seus próprios partidos ou dos seus membros. De TODOS OS PORTUGUESES!

Posso-lhe dizer com toda a sinceridade que não tenho orgulho em ser portuguesa, em pertencer a um país onde os "chico-espertos" e os "ladrões de gravata" afectam tantas pessoas e depois não são responsabilizados, onde políticos corruptos são novamente eleitos mesmo depois de terem fugido à justiça e ficar por isso mesmo. No entanto, tantos outros que trabalham e se vêem em dificuldades para pagar as suas contas porque recebem salários miseráveis ainda são "perseguidos" pelo fisco, pelos bancos e outros credores sem hipótese de recorrerem a ajuda. E então vêem vizinhos do lado, que nunca tendo trabalhado na vida ou pouco o tendo feito, recebem subsídios, ajudas e etc porque coitados nunca trabalharam. Recebem o dinheiro dos descontos que a tantos outros custa a ganhar. Onde está a justiça social destas situações? Não são tão poucos os casos. É só ver os pedidos de ajuda de bens essenciais, como alimentação, de tantas famílias às suas paróquias.

Infelizmente, este é apenas um dos exemplos do que corre muito mal neste país.

À conta disso e por tudo o que vejo à minha volta, tomei a decisão de sair deste país. Já vários amigos meus, licenciados como eu, procuraram um país decente onde viver e trabalhar. Onde poder constituir família, educar filhos sem terem de ser obrigados a lhes explicar que é normal em Portugal os parasitas viverem bem e que se eles também quiserem ter alguma coisa deverão fazer como esses mesmos parasitas e passar por cima de quem for preciso para se darem bem porque a justiça neste país não se aplica aos que podem pagar a bons advogados para empatar e se safarem.

Uma cidadã descrente no país.


P.S. - Sabendo que esta carta não chegará às mãos nem estas palavras passarão pelos olhos do Exmo. Sr. Primeiro Ministro, peço-lhe a si, Sr. Assessor ou Sra Assessora, que lhe faça um pequeno "resumo" que não consuma muitos minutos do vosso tempo e lhe comunique o meu desagrado e desapontamento... Obrigada.


Resolvi escrever uma carta ao Primeiro Ministro

Resolvi escrever uma carta ao Primeiro Ministro, carta essa que ainda pretendo melhorar. Entretanto, não sabendo para onde a enviar e em pesquisa pela net, deparei-me com o blog de um jovem arquitecto que já tinha tido a mesma ideia mas que a resolveu divulgar no seu blog, pois tal como eu, também não sabia para onde a enviar.

Não deixem de ler...

Gostava muito sinceramente que os portugueses fossem mais participativos e mais divulgadores do que pensam para não se ficar com a ideia que são apenas um bando de gente que aqui anda e é permissiva a tudo. Acredito que são mais do que isso.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A saga do Schwarzwälder Kirschtorte

Na nossa turma de alemão tínhamos sido "avisados" que quando a professora ouvisse um telemóvel a tocar, o responsável teria de levar na aula seguinte um bolo baseado numa receita em alemão, austríaco ou suíço...

Pois, parece que fui a primeira. Aconteceu que me esqueci de tirar o som aos telemóveis na passada quarta-feira e tentaram ligar-me logo no início da aula.
Fiquei incumbida de levar um bolinho com aspecto delicioso na segunda-feira.


Vejam os desenvolvimentos aqui, aqui e aqui.

Iniciativa própria

Empresas portuguesas criam Brapor por 2 milhões

2008/11/18 11:34 Redacção / LF


Facturação estimada é de 6 milhões de euros para o próximo ano

A Brapor Engenharia e Construção, Sociedade de Direito Brasileiro, é fruto de um projecto conjunto de três empresas portuguesas que actuam nos ramos da construção civil e do imobiliário.

Conforme avança o comunicado, este projecto contou com um investimento de dois milhões de euros.

Com actividade iniciada em 2007, a Brapor tem algumas obras de empreitada no Recife e um investimento em promoção no Estado de Pernambuco para 736 unidades habitacionais, com os quais espera uma facturação de seis milhões de euros em 2009.

A Edinorte, a Ferreira Construções e a Engenheiros Associados aliaram-se para criar uma empresa no Brasil, «um projecto luso num mercado exterior que oferece grandes expectativas de crescimento futuro».

in Agência Financeira online...


Ora aqui está uma iniciativa que provém de pessoas que tiveram visão de negócio e se mexeram. Não ficaram sentadas na secretária à procura do próximo adjectivo depreciativo que iriam chamar aos membros do Governo. Muito bem.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Serei feliz quando...

...puder deixar o carro em casa para usar uma rede eficiente de transportes públicos.
...vir que toda a gente à minha volta, quando está na rua e tem lixo para rejeitar, se dispõe a andar uns metros até ao caixote do lixo ou guarda o mesmo na carteira/ bolso até encontrar algum em vez de o atirar para o chão.
...viver num local onde situações de corrupção são uma raridade em vez de uma coisa habitual.
...os direitos das pessoas são bem mais do que meras palavras escritas num documento. São reais.
...as regras existentes foram feitas com o objectivo de bem comum e são cumpridas por todos.
...as pessoas que me rodeiam realmente se preocuparem com coisas importantes para a sociedade e não apenas o próprio umbigo e deixarem de ser conformistas.
...viver num local onde pessoas trabalhadoras e com dificuldades têm mecanismos de ajuda eficazes que lhes permita recuperar de situações difíceis e que lhes são alheias.
...o trabalho de um profissional com menos estudos é tão valorizado quanto o de outros com mais qualificações académicas porque um verdadeiro profissional não se resume ao grau académico que obteve mas sim a todo o empenho e trabalho que demonstra seja em que posição ou profissão fôr.
..."a honestidade for um pressuposto da sociedade" como diz o Nuno Barreto, emigrante na Suíça.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Mais uma opinião de um português insatisfeito... entre muitos!

Investigadores descobrem milhões da «operação furacão» na Suíça
2008/10/31 08:52

"Bancos combinavam com grandes clientes esquemas de fuga ao fisco. Grande parte do dinheiro obtido ilicitamente por centenas de empresários através do esquema de fraude fiscal investigado na «Operação Furacão» está depositado em contas bancárias na Suíça, diz o «Sol» na edição desta sexta-feira.

De acordo o que o mesmo jornal apurou junto de fonte judicial, esses valores iam sendo levantados em notas, que eram transportadas para Portugal por avião ou automóvel. Este transporte era feito por funcionários dos bancos portugueses, designados no processo como «carteiros do dinheiro».

Já em Portugal, o dinheiro aguardava em escritórios clandestinos dos bancos até que os seus proprietários o reivindicassem, aplicando-o depois de várias formas.

in Agência Financeira


Comentário de João Osório, 2008-10-31 23:58

Veremos se a Comunicação Social na devida altura publicita o nome dos bancos que entraram na fraude, embora não seja difícil acertar por palpite quais os envolvidos nestas vigarices. Parabéns à P.J. pelos resultados da investigação e tenhamos esperança que a Justiça aplique todo o peso possível dos códigos penais a esses chicos-espertos. Parabéns, em especial à Dra. Maria José Morgado, pela ênfase que sempre deu e pela denuncia dos crimes ditos de colarinho branco, como o presente. Pessoalmente, estou farto de pagar impostos directos e indirectos, com língua de palmo, neste cada vez mais desgovernado Portugal, pois estou farto de constatar que os chicos-espertos levam a vida de costas ao alto, enquanto os palermas dos cidadãos honestos e cumpridores, fazem figura de débeis mentais."


Faço minhas as palavras do Sr. João que representa a gente honesta deste país que trabalha e contribui mas se sente enganada e aproveitada para que outros se deem bem à custa das ilegalidades que cometem. Eu só trabalho há alguns anos e já me sinto altamente injustiçada por todas estas situações que vejo, o que dizer de tantos que trabalham há anos para nada conseguirem porque outros se aproveitam e se vão safando com trafulhices, fugas aos impostos, mas com boas vidas...

domingo, 2 de novembro de 2008

People Should Smile More...

People Should Smile More by Newton Faulkner

People should smile more
I'm not saying there's nothing to cry for
You've got everything laid out for you
Just close your eyes
Take a deep breath
And start another war

Keep buying
Keep moving
This city is sitting
Next to me
We're laid out
It's gonna come
One thing is certain

I can't change the world
Cause trying to make a difference
Makes it worse
It's just an observation I can't ignore
But people should smile more

People should smile more
But the lights are so bright
That they blind you
Just one more meaningless
Scientific breakthrough
The more we know
The less we care
Whilst damaged on the way

Keep moving
Keep buying
This city is sitting
Next to me
We're laid out
It's gonna come
One thing is certain

I can't change the world
Cause trying to make a difference
Makes it worse
It's just an observation I can't ignore
But people could smile more
People should smile more

I can't change the world
Cause trying to make a difference
Makes it worse
It's just an observation i can't ignore
But people could smile more
People should smile more

I can't change the world
Cause trying to make a difference
Makes it worse
It's just an observation i can't ignore
But people could smile more

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Das Neue Jahr in der Schweiz

Murten / Morat

Murten is situated between Berne and Lausanne and is the capital of the Lake District of the canton of Fribourg. The city wall and the castle of MurtenThis small medieval town lies in the Swiss "Midlands" on the edge of the Great Marsh, on a gentle hill (450 metres above sea level) and on the shore of a lake named after the town. Numerous attractions from a significant past have been well preserved here, such as the castle, the ring wall, the street scene and the arcades. Lake of Murten is a smaller lake in between Lake of Biel and Lake of Neuchatel.

Murten is located in West Switzerland, 27 km (16 miles) from Bern. The nearest international airport is Geneva which is 128 km (80 miles) from Murten. Travel time from Geneva is 90 minutes by car and about the same by train. Murten is 117 km (72 miles) from Lucerne and 149 km (93 miles) from Zurich.

Map of Murten

Pois é... Eu e o André fomos convidados pelo meu mano e a namorada para passar uns dias na Suíça. E iremos para a passagem de ano. Provavelmente com algum frio e alguma neve. ;) E lagos lindíssimos!!! Pena que já não devo apanhar aquele verdinho fantástico...

Pôr do sol no Lago Murten


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Salário Minímo: Associação das PME vai pedir aos associados para não renovarem contratos a termo

Salário Minímo: Associação das PME vai pedir aos associados para não renovarem contratos a termo
29 de Outubro de 2008, 13:14

Lisboa, 29 Out (Lusa) - O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas (ANPMES) disse hoje que se o primeiro-ministro "insistir" no aumento do salário mínimo, a associação determinará junto dos seus associados a não renovação dos contratos a termo.

"A associação não se vai manifestar, mas vai determinar junto dos associados que não renovem os contratos. O que significa que o primeiro-ministro vai ter um aumento do desemprego", disse Augusto Morais.

O dirigente da associação salientou que o "aumento do desemprego vai levar os trabalhadores a recorrerem ao fundo de desemprego, obrigando o Governo a fazer um orçamento rectificativo", recordando que há em Portugal 43.720 contratos a termo.

O primeiro-ministro defendeu terça-feira no Brasil que o aumento previsto para o salário mínimo no próximo ano "em nada compromete a competitividade das empresas".

"O ordenado mínimo é um instrumento social que serve para dar melhores condições de vida àqueles trabalhadores que ganham menos e que merecem, naturalmente, uma evolução do seu salário que esteja à altura das suas necessidades", disse José Sócrates.

O presidente da ANPMES referiu ainda que o Governo não pode, em termos técnicos, "animar a curva do aumento salarial" com aumentos do salário mínimo acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Por sua vez, uma fonte oficial da CIP - Confederação da Indústria Portuguesa disse à Lusa que a estrutura só fará mais comentários ao aumento do salário mínimo após o final da reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, que solicitou com carácter de urgência.

A mesma fonte lembrou que o referencial de aumento avançado por José Sócrates se baseia no acordo tripartido assinado em Dezembro de 2006 na Concertação Social, o qual estipulou que o SMN seria fixado em 403 euros, em 2007, atingir o valor de 450 euros em 2009 e os 500 euros em 2011.

Referindo-se ao acordo, a mesma fonte lembrou que o documento estipula que as remunerações serão fixadas pelo Governo ouvidos os parceiros sociais em Comissão Permanente de Concertação Social.

A mesma fonte lembrou que o acordo refere claramente que "a fixação anual do valor seja ponderada de forma flexível quer quanto ao montante anual quer quanto ao período de referência de aumentos, tendo em conta índices concretos definidores da situação económica para o período em causa".

"O acordo não diz que os aumentos sejam fixados a partir do dia 01 de Janeiro", adianta a fonte.

SB/JD/FAL

Lusa/Fim


É bom verificar que os "empresários" portugueses estão tão empenhados em ultrapassar a crise criando melhores condições de trabalho e, com isso, maior competitividade. Melhoria dos salários, investimento e visão a longo prazo, procura de soluções...

Ah, esperem... Não... Percebi mal, eles querem é reduzir o número de colaboradores mandando-os para o desemprego apenas para fazer afronta a um governo que não cedeu às suas vontades. Enganei-me... Realmente, tem muito mais lógica. Porquê aumentar salários? O povo é burro, faz o que lhe mandam e se se afundar em contas para pagar (mesmo trabalhando metade do seu dia) azar o deles.

Tão pouca esperança para um país em que os recursos humanos são constantemente encarados como um custo e não um investimento.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Curioso... Não sou a única com esta opinião... Ainda bem!

A GALP E OS LUCROS

"A Galp transpira saúde, a julgar pelos investimentos milionários além fronteiras, como se soube recentemente. No Brasil descobrem-se novas jazidas de petróleo, e em Espanha compram-se postos de abastecimento que levam a companhia a um nível de vendas equiparado ao que tem em Portugal. Tudo negócios legítimos e desejáveis, mas que revelam uma prosperidade pouco condizente com as dificuldades conhecidas nos mercados financeiros e de investimento.

O dinheiro não aparece por milagre, e por exemplo é curioso referir uma estimativa do banco suíço UBS, que prevê um aumento de 43% nos resultados líquidos do 3º trimestre da Galp Energia, resultantes dos lucros nas divisões de gás e distribuição. Outros números das previsões atribuem um aumento de 19% na distribuição, em resultado da melhoria nas margens de refinação, e no gás um crescimento de 57%.

Ainda bem que temos uma autoridade reguladora, que certamente vai ler estas estimativas do UBS, e certamente investigar, mas como terá de confirmar os dados, que certamente não dispunha até agora, o mais certo é vir a apresentar os resultados da sua análise lá para começos de 2014, se entretanto não vierem à baila outras previsões e dados mais recentes."

Quem discorda ponha o dedo no ar...

Absolutamente ridículo! Escandaloso! E vergonhoso!

Lucros extraordinários da GALP aumentaram 228,6 % no 1º trimestre do corrente ano de 2008

(Estudo de Eugénio Rosa - Economista)

A GALP acabou de apresentar publicamente as contas referentes ao 1º Trimestre de 2008. E numa altura em que são exigidos aos portugueses tanto sacrifícios, não só aos que têm de adquirir combustíveis mas a todos que sofrem também as consequências dos aumentos semanais dos preços dos combustíveis, os resultados obtidos pela GALP e, consequentemente, por todas as petrolíferas são impressionantes, para não dizer mesmo chocantes.

SÓ NO 1º TRIMESTRE DE 2008, A GALP OBTEVE UM LUCRO EXTRAORDINÁRIO DE 69 MILHÕES DE EUROS DEVIDO À ESPECULAÇÃO DO PREÇO DO PETRÓLEO NO MERCADO INTERNACIONAL E OS LUCROS TOTAIS ATINGIRAM 175 MILHÕES

Mas o que é impressionante, e é mesmo chocante numa altura em que são pedidos tantos sacrifícios aos portugueses, é que a GALP tenha obtido um lucro extraordinário de 69 milhões de euros, ou seja, mais 228,6 % do que em 2007, devido à subida do preço do barril do petróleo, ou seja, com a especulação dos preços do petróleo no mercado internacional, o que não tem nada a ver com a actividade normal da empresa. É esse o valor do chamado “efeito stock” em 2008, ou seja, a diferença entre o preço a que a GALP adquiriu o barril de petróleo, muito mais baixo porque foi comprado cerca de 2,5 meses antes da sua utilização, e o preço a que depois foi considerado para cálculo do preço de venda de combustíveis aos portugueses.

EM MAIO DE 2008, OS PREÇOS DOS COMBUSTíVEIS EM PORTUGAL CONTINUAVAM A SER SUPERIORES AOS PREÇOS MÉDIOS DA UE 15

Contrariamente ao que afirmava a propaganda quer do governo quer dos grandes grupos económicos portugueses, a privatização das empresas nacionalizadas e a liberalização dos preços dos combustíveis, não trouxe nem o aumento da concorrência nem descidas dos preços, como mostram os dados oficiais divulgados pela Direcção Geral de Energia.

No dia 31.12.2003, através da Portaria 1423-F/2003 do governo do PSD/CDS (era membro desse governo Paulo Portas que agora se insurge tanto contra a subida dos preços dos combustíveis, o que revela bem a hipocrisia da direita) foram liberalizados os preços dos combustíveis em Portugal. A razão apresentada pelo então governo do PSD/CDS é que isso iria determinar o aumento da concorrência com, a consequente, descida dos preços.

Como mostram os dados oficiais do quadro IV, com a privatização da GALP pelos governos do PS e PSD, e com a liberalização dos preços dos combustíveis pelo governo PSD/CDS o que aconteceu foi precisamente o contrário. Entre 2.1.2004 e 22.5.2008 o preço da gasolina 95 aumentou +57,3% e o do gasóleo rodoviário +102,7%. Entre 2.1.2004 e 9.5.2008, o preço do gasóleo colorido subiu + 127; e do gasóleo de aquecimento + 138,1%. Durante o mesmo período as remunerações aumentaram em Portugal, em média , menos de 15%. Os comentários parecem inúteis perante esta escalada dos preços dos combustíveis que se tem acentuado nos últimos meses. É evidente, se o proprietário da empresa fosse ainda o Estado seria muito mais fácil impedir que esta se aproveitasse da especulação que domina actualmente os mercados internacionais do petróleo para cobrar pelos combustíveis preços escandalosos, e controlar os preços e impedir que eles atingissem o ritmo de aumentos galopantes verificados nas últimas semanas. Não se percebe que o governo não utilize a “golden share que tem na GALP para pôr cobro ao escândalo do cálculo dos preços de combustíveis serem determinados pela especulação.

* Economista
Eugénio Rosa *
00:00 quarta-feira, 28 maio 2008


Leiam também este artigo: O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito mas não fez, sendo assim conivente com lucros que resultam da especulação no mercado, do mesmo economista. É sempre importante ler opinião de alguém que percebe do assunto, que se baseia em dados reais e explica as suas conclusões.

E isto foi antes de Junho/ Julho em que os preços do barril de petróleo atingiram recordes máximos.

Estou para ver as próximas apresentações de resultados...

E vem um suposto presidente de uma suposta Autoridade da Concorrência dizer que não existem evidências de falta de concorrência ou concertação de preços. Quando nem as entidades reguladoras actuam, fazendo de conta que nada de errado se passa quando está bem à frente dos olhos de todos e a pesar cada vez mais no bolso de cada um, vamos fazer o quê? Paga e cala!

E a Galp e outras governam-se. E depois facultam um lugarzinho na administração ao tão querido e prestável presidente da Autoridade da Concorrência.


Que sorte estes palhaços têm de tantos portugueses serem ignorantes e se irem deixando levar...

O Portugal dos explorados

... Ninguém cai na pobreza por um querer consciente. Às vezes ela toca-nos à porta, sem qualquer anúncio. Por exemplo, quando as empresas fecham, por má administração ou porque a multinacional decidiu ir explorar outros povos ainda mais pobres, não há muito a fazer. Nestes casos, não há companhia de seguros que queira assumir o risco deste incerto evento. É num caso de situação de desemprego que o Estado, através da Segurança Social publica, deve actuar. Todavia, há situações muito próximas do desemprego, como o subemprego ou o emprego mal remunerado.

Há dias, numa cidade do litoral norte de Portugal, tivemos a oportunidade de constatar casos destes. Mais do que os inúmeros pedintes, que abordavam insistentemente as pessoas que passavam, chocou-nos a triste realidade da mulher-a-dias que não chega a ganhar o salário mínimo nacional e que, com o marido desempregado, procura alimentar três, quatro e às vezes mais, filhos. Por isso não fiquei admirado quando vi crianças, algumas em idade escolar, pelas ruas a pedir esmola. Como também encontrámos muitos jovens empregados de cafés e restaurantes a trabalharem dez a doze horas por dia para auferirem um salário sem futuro que, em valor líquido, não chegava ao nominal e já citado salário mínimo nacional. Esta situação vimo-la repetidas vezes nas lojas comerciais do centro da cidade.

Como explicar que uma chefe de família, responsável pelo dia-a-dia de uma unidade hoteleira, leve no fim do mês quinhentos euros para casa quando tem um filho e a sua mãe velhinha para sustentar? Como se pode explicar a vida de exploração sofrida pelo jovem empregado do turno da noite que, nesse mesmo estabelecimento, não goza os seus legais dias de folga e que nunca tenha gozado qualquer período de férias, porque “o patrão precisa dele”?! São estes casos que confirmam a triste realidade de um Portugal onde muitos exploradores coexistem com milhões de explorados! Porque não é só o Vale do Ave! Há muitos montes e vales deste País, no campo e nas cidades, onde não é permitido que o anónimo cidadão tenha uma vida decente. Porque será que os carros topos-de-gama esgotam e tenham fila de espera e os carros utilitários, mesmo com grandes campanhas publicitárias, tenham pronunciadas quedas de vendas?

Que país é este em que vivemos? É o nosso país, que permite situações como as descritas. Que, simultaneamente, glorifica os políticos corruptos e os patrões vigaristas ou ladrões, que lesam as Finanças e a Segurança Social com os mais vis esquemas do “homem lobo dos outros homens” e que nos são impingidos diariamente nas televisões como qualquer “conto do vigário”. Será que não é possível existirem em Portugal políticos sérios e empresários honestos? Temos a certeza que tal é possível. Pode levar anos, mas temos a convicção de que um dia a equidade e a justiça virão para ficar. Só precisamos acreditar e lutar por um Portugal de todos.

Afonso Pires, U S I - União dos Sindicatos Independentes


Este artigo de opinião é de Março de 2006. Entretanto não me parece que muito tenha mudado. E agora com esta situação de crise internacional poderá, infelizmente, agravar-se.

Quando eu digo que não gosto de viver cá, refiro-me a ser obrigada a conviver com situações como estas, muito mais comuns do que muitos de vocês pensam. Quem vai preocupar-se em continuar a estudar ou instruir-se mesmo que fora da escola, quando trabalha 10 a 12 horas por dia para ganhar um salário miserável que nem para sobreviver dá. E sublinho SOBREVIVER.

Quando este tipo de situações começarem a afectar-nos directamente, aí, nós, cidadãos comuns com rendimentos mais elevados, já vamos achar que é preciso fazer algo e inverter esta tendência. Porque nos vai doer na pele.

Até lá... Deixemos andar... É com os outros que se passa. Não nos afecta, não nos maça...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Taxas de suicídio

No café deste último fim de semana surgiu o tema de elevadas taxas de suicídio em países nórdicos. Andei a pesquisar sobre o assunto e calhei de visitar o blog Lonely Fonzie:

"- É um mito dizer-se que os países nórdicos têm taxas de suicídio superiores ao resto do mundo. Supostamente este mito começou porque os suecos foram os primeiros a fazer estatísticas sobre o assunto e a partilhá-las com a opinião pública, e foi perpetuado pelo clima frio e os meses de escuridão. Qualquer que seja a sua génese, e apesar de terem taxas de suicídio elevadas, a afirmação de que elas possam ser superiores ao verificado no resto do mundo é completamente falsa.

- Os recordistas da lista são: Lituânia, Rússia, Bielorussia, Letónia, Ucrânia. Hmm... o que é que estes países têm em comum? Será que ainda têm polícias secretas do antigo regime a obrigarem as pessoas a escreverem notas de suicídio antes de lhes enfiarem um tiro na cabeça? É que isso estraga a estatística toda...

- É estimado que em países como a China, a ingestão de pesticidas é responsável por 60%-90% dos suicídios.

- Outro raciocinio interessante é que no limite do desespero, numas culturas suicida-se, noutras mata-se. Será que a diferença está no nível de compromisso cívico de cada povo? Dito assim até pode parecer um disparate, mas o sentimento comunitário e o respeito pelos outros podem direccionar-nos a pensar no suicídio como uma solução mais correcta que as alternativas.

"The real reason for not committing suicide is because you always know how swell life gets again after the hell is over" Ernest Hemingway. (Sim, ele acabou por se suicidar mais tarde, mas a frase é boa...)"


Ainda em outro blog achei curioso e, já agora, recomendo a leitura do post completo:

"A Finlândia, como outros países nórdicos, tem altas taxas de suicídio. Em 2002, um jovem se matou em um shopping de Helsinque ao explodir um bomba. Mas, mesmo sendo o terceiro país em porte de armas, o número de homicídios é um dos mais baixos do mundo."


Ainda outros dados...

"For analysis purposes, I have divided the countries into four groups, depending on their suicide rates. I have compared their suicide rates to their happiness index to see if there is a relationship. I am not an expert, just a layman who is intensely interested in the subject so do forgive me if I am wrong in my analysis. I have also taken the statistics to be true mostly (there may be problems in the research). I welcome any one of you to add their thoughts.

Group 1 (High suicide rate): Europe and major parts of Asia seem to have a high suicide rate. In fact Russia and other countries which were part of the erstwhile Soviet Union, like Lithuania (42 suicides per 100,000), Russia (38), Belarus (35) and Kazakhstan (28] and Ukraine (26) have high suicide rates. Now, all these countries are young countries. Hungary (27) has a long history of occupation by Soviet troops.

Group 2 (a medium high suicide rate): Countries like Belgium (21), Finland (20) Switzerland (18), Austria (18] France (17.6), S. Korea (17.9) and Japan (23.8] too have a fairly high rate of suicide. It gets more complicated here. About 2-3 men here kill themselves as compared to 1 woman. As these are well-to-do countries, economics alone cannot play a part. It makes sense to think that is the personal and social aspect that causes people to kill themselves. Feelings of loneliness and depression for example. A family or personal crises. High levels of competition in society.

Group 3 (a medium suicide rate): Countries such as Denmark (13.6), Germany (13.5), China (13.9), Sweden (13.4), Australia (12.7), Canada (11.9), India (10.7), the US (11) and Singapore ( 9.5) fall somewhere in the middle where the suicide rate is concerned.

Group 4 (Low suicide rate): Countries like Spain (8.2), Italy (7.1), UK (6.9), Israel (6.3), Argentina (6.4), Brazil (4.1), Thailand (4), Iran (2), Kuwait, (2) Egypt and Jordan (0) have a very low suicide rate. It appears as if the suicide rate is low or almost non existent in Muslim countries. Well, Islam forbids suicide, so it could explain the figures. But I think a zero rate of suicide is indeed odd. There are always mentally ill people in every population and a high proportion of depressed people and those who suffer from mood related disorders commit suicide. If Islam does not allow suicide it is likely that families could be hiding the actual facts."


Reparem como a França está incluída no grupo 2, mesmo não sendo um país nórdico, tal como a Suíca e a Áustria. E países como a Suécia e Dinamarca têm taxas consideradas médias. É importante verificar dados antes de se assumir que as tendências se mantêm como há uns anos atrás.

Já agora, acrescento dados curiosos sobre Portugal que não aparece nestes anteriores.

Segundo um estudo de 2006 a nível nacional realizado pela Sociedade Portuguesa de Suicidologia (nem fazia ideia que existia tal) a taxa de suícidios no Alentejo ronda os 20. 20! Aqui bem mesmo dentro do país. Valores elevados nos países nórdicos?! E o Alentejo?!

E se analisarem o penúltimo quadro podem verificar que Portugal lá está, com valores mais elevados do que a Noruega, Espanha, Itália, Reino Unido, Holanda e até os USA...

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«Magalhães», um computador pouco português

Foi anunciado como o primeiro computador português, mas não é bem assim. O Magalhães é originalmente o Classmate PC, produto concebido pela Intel no sector dos NetBooks, que surge em reacção ao OLPC XO-1, que foi idealizado por Nicholas Negroponte.

Será, no fundo, um computador montado em Portugal, mais propriamente pela empresa JP Sá Couto, em Matosinhos. Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.

Quem vence a guerra dos portáteis para crianças?

Este computador ultraportátil já está à venda em vários países, inclusivamente o Brasil, mas nem sempre é conhecido pelo mesmo nome. A ideia não é portuguesa, mas irá dar postos de trabalho na montagem dos componentes. Também permitirá manter bem viva a acção das empresas de comunicações, que irão fazer mais alguns milhares de contratos de acesso a Internet. São 500 mil portáteis disponíveis para as crianças dos seis aos dez anos. Um agrado para os mais novos, que com certeza também satisfará os pais.

Na Indonésia o «Magalhães» é conhecido pelo nome de «Anoa», na Índia é o Mileap-X series, na Itália é o Jumpc e o no Brasil é conhecido por Mobo Kids. O Governo do Vietname percebeu o sucesso da oferta e já o colocou nas escolas a preço reduzido. Uma ideia agora adoptada por José Sócrates.

E.escolinhas depois do E.Escolas

Garantida a distribuição de 500 mil computadores, resta saber em que condições isso irá ser feito, uma vez que também foi anunciada a parceria com a Vodafone, Optimus e TMN. Como disse o primeiro-ministro, o «Magalhães» surgirá no âmbito do programa «E.escolinhas», na senda do «E.Escolas».

Ou seja, os 0 euros, 20 euros e 50 euros de custo (consoante o apoio social) poderão estar ligados a um contrato de fidelização à empresa de telecomunicações devido ao acesso à Internet. Esse dado não foi revelado, mas caso se confirme levará as famílias a despender mais de uma dezena euros durante vários meses (possivelmente 36).

Ficou assente que os computadores vão integrar conteúdos educativos validados pelo Ministério da Educação, que os operadores deverão carregar nos portáteis antes de os entregarem às crianças, para além de filtros de segurança. Vão surgir em versão Windows XP e Linux ¿ Caixa Mágica.

Exportação?

José Sócrates pretende exportar este produto, se possível para a América Latina, África ou Europa, mas isso só será possível depois da concepção para Portugal. Segundo Craig Barrett, presidente do Conselho de Administração da Intel, em declarações à SIC, existem outros países interessados em montar o Classmate PC no seu país, como acontece no México e no Brasil. Isto sabendo que a Intel já tem uma fábrica na Irlanda.

Quanto a investimento, não há dúvida: «A Intel não gastou nada, contribuirá com o conhecimento». O dinheiro saiu todo do lado português, com a intenção de vir a potenciar a fábrica de Matosinhos, sendo que no início apenas 30 por cento da tecnologia incorporada é nacional mas até final do ano será 100%, tirando o microprocessador da Intel.

Intel como conselheira tecnológica

Aliás, ao contrário da pompa e circunstância difundida pelo Governo, a notícia teve um outro impacto a nível internacional, sendo considerado um grande negócio para a Intel na guerra pela liderança no mercado dos Netbooks com a rival OLPC (One Laptop Per Child ¿ Um Computador Por Criança).

Segundo a porta-voz da empresa, Agnes Kwan, para além da maior venda de sempre destes computadores, a Intel passará a ter direito de conselheira tecnológica do Ministro Mário Lino, que está a liderar o programa. A mesma porta-voz diz que estes computadores (Classmate PC) já estão presentes em mais de 30 países, relata a agência Associated Press.

Por: Filipe Caetano in Iol Diário, 30-07-2008 - 23:10h



Confesso que achei muito interessante a ideia pois este computador tem a intenção (pelo menos assim se espera) de permitir às crianças terem uma nova ferramenta de trabalho adaptada às suas necessidades de aprendizagem inicial (1a à 4a classe).

Agora que digam que é ideia original portuguesa quando realmente não é, que o objectivo seja mais uma vez comercial para beneficiar empresas de serviço de acesso à internet e difundir chips Intel na concorrência com o outro computador da mesma classe, parece-me altamente reprovável.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Governo britânico institui aulas de finanças nas escolas

Um novo projecto do governo britânico, no valor de 11,5 milhões de libras (cerca de 14,6 milhões de euros), vai instituir aulas de educação financeira nas escolas.

O programa, baptizado de «My Money» (Meu Dinheiro, em tradução livre) será instituído para alunos do ensino primário e secundário e vai abordar assuntos como dívidas e usos para o dinheiro.

Uma sondagem encomendada pelo governo para marcar o lançamento do programa sugere que as crianças estão cada vez mais a par da crise mundial, pois os pais discutem as finanças de forma mais aberta.


Algo que nós por cá já deveríamos ter há muito, segundo a minha humilde opinião.


terça-feira, 21 de outubro de 2008

Químicos portugueses descobrem novo material condutor

Químicos portugueses descobriram por acaso um novo material, a que chamaram gelatina iónica, que permite desenvolver dispositivos electrónicos - como baterias e células de combustível - mais baratos e mais amigos do ambiente.

Transparente e maleável, o novo material foi produzido a partir da dissolução de gelatina num líquido iónico, uma solução constituída por iões com cargas negativa e positiva.

A descoberta, já patenteada, resultou de um trabalho conjunto de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Superior Técnico (IST) cujas conclusões foram publicadas no último número da revista científica britânica "Chemical Communications".

O grupo da FCT é dirigido por Susana Barreiros, sendo o do IST por Carlos Afonso.

"Estávamos à procura de um material que fosse um bom ambiente para as enzimas, que as imobilizasse e melhorasse o seu desempenho", disse hoje à Lusa um dos autores do estudo, Pedro Vidinha, da FCT.

"Sabíamos que os líquidos iónicos davam essa possibilidade, permitindo imobilizar as enzimas num ambiente físico", mas essa linha de investigação não produziu os resultados desejados e foi temporariamente abandonada - acrescentou.

Sem desistir, os cientistas procuraram outros caminhos.

"Já que tinha iões quisemos saber se o líquido iónico podia ser condutor e verificámos que era não só condutor de iões como de electrões", disse Pedro Vidinha.

Os investigadores decidiram dissolver gelatina nesse líquido iónico e verificaram que este gelificava e se mantinha estável no estado sólido, mesmo sob aquecimento.

"Comparámos então este novo material com os outros condutores e constatámos não só que era tão condutor como eles, como era mais barato, mais leve, mais fácil de trabalhar e mais ecológico, por ser biodegradável", sublinhou.

Assim, o facto de poder assumir várias formas, desde um bloco compacto a uma fibra ou um filme fino - e poder incorporar substâncias solúveis ou insolúveis em água, permite a sua aplicação tanto em pilhas como em células de combustível e células fotovoltaicas de nova geração.

"Nas pilhas, por exemplo, a gelatina iónica pode funcionar como electrólito e como eléctrodo e, dadas a sua versatilidade, permite construir uma pilha em qualquer superfície, até numa folha de papel, por exemplo, bastando para isso imprimir o electrólito e os dois eléctrodos", disse o investigador.

A equipa trabalha agora noutras aplicações, procurando tirar todo o partido do novo material, nomeadamente no campo da biotecnologia, como em bio-sensores da glucose, voltando assim às enzimas, mas também em compostos farmacêuticos e cosméticos.

Este projecto científico vai ser apresentado em breve nos Estados Unidos, em representação da COTEC Portugal, num concurso de ideias chamado Idea to Poduct, que decorrerá entre 30 de Novembro e 01 de Novembro em Austin, Texas.

Diário Digital / Lusa