sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Para ocupar tempos livres ou por necessidade?

Novo recorde atingido o ano passado

340 mil portugueses têm mais do que um emprego

A maioria assume os dois trabalhos no sector dos serviçosO número de pessoas com mais do que um emprego aumentou 5% no ano passado. O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que em 2008 tenham estado 339 mil empregados nesta situação, o valor mais alto desde, pelo menos, 1998. Superou o anterior máximo registado em 2003, ano de recessão, diz o «Diário de Notícias».

Num ano em que o emprego cresceu 0,5%, o número de pessoas com mais do que um emprego aumentou 4,7%. Por isso, a proporção tem vindo a crescer e estes casos representam agora 7% da população empregada. O valor mais alto registou-se no segundo trimestre, mas o ano terminou a subir. Muitas vezes, por uma simples questão de dinheiro.

O inquérito ao emprego aponta para a existência de 1,6 milhões de portugueses com rendimentos abaixo de 600 euros.

Um divórcio atirou a Mara para uma jornada de trabalho de sete a dez horas, todos os dias da semana. De segunda a sexta assume a tempo inteiro um projecto de aplicações financeiras do Banco Espírito Santo. Ao sábado e ao domingo atende ao balcão numa loja de chocolates das Amoreiras.

«Levanto-me, trabalho, como e durmo. Para já, é a única opção». No banco, onde está há nove anos, tem um ordenado acima da média. Mas os 930 euros por mês deixaram de ser suficientes quando, por volta dos 30 anos, passou a suportar os encargos sozinha. Diz que nunca teve dificuldade em encontrar em emprego. O da loja, que paga o carro, é mediado por uma agência de trabalho temporário. «Hoje em dia, ter carro e casa só é acessível a um casal». Ou a quem também trabalha ao fim-de-semana


2 comentários:

Roberto disse...

Oi,

Ja tinha lido essa noticia na agencia financeira....É deveras contraditoria tendo em conta k o desemprego esta a aumentar. Por um lado explica k kem kizer trabalhar consegue sempre arranjar o k fazer, é so preciso ter vontade e baixar os padrões. Por outro lado indica tb endividamento e/ou precaridade no trabalho...

No caso relatado, com 930 euros por mês, penso k é mesmo má gestao do dinheiro, ou entao trabalhar para ter luxos, pk 930 dá perfeitamente para uma pessoa viver e pagar as suas contas mais basicas. Noutros casos será mesmo necessidade de sobrevivencia, pois 430 euros por mes (salario minimo) é muito pouco...

Beijinhos

Dani girl disse...

Não posso concordar com tudo o que escreveste porque há situações e situações. A senhora aqui dada como exemplo divorciou-se. Ora quando casou provavelmente devem ter pensado em comprar casa. E tendo ela ficado com a casa, estará ela a pagar sozinha as despesas da mesma. Admitindo que pague cerca de 500€ ao banco (não é nada de anormal como renda de empréstimo ao banco), mais 200€ que sejam para o carro, que gaste entre 50€ a 75€ em combustível (tendo em conta os preços dos combustíveis em Portugal, não dará para fazer grandes quilómetros), despesas mensais da casa como água, electricidade, gás ou o que mais e ainda a alimentação, conta-me a que luxos é que ela se poderá dar...

É só fazer as contas.

E um carro não é um luxo quando tu precisas dele para mais do que simplesmente ir tomar um café com os amigos à noite... Quando precisas dele para trabalhar passa a ser essencial.

Sim, ela até poderá colocar a casa à venda para mudar para uma mais pequena. E até lá? Como vai pagar as contas? Quantos anos terá de aguentar a situação até conseguir vender a casa que, como bem sabes, não é objectivo fácil nos tempos que correm.
Nem todos podem contar com a família para ajudar.

Eu digo isto sem saber exactamente qual a situação da senhora mas consigo imaginar tendo em conta aquilo que se paga por cá para viver. E parece-me algo injusto que consideres que ela resolveu arranjar um trabalho ao fim-de-semana, a ocupar o seu tempo livre e a viver apenas num ritmo de "levanto-me, trabalho, como e durmo", apenas para pagar luxos.